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| Na foto, Vinicius Jr e Malcom, personagens do primeiro ato da semifinal. |
Há quem veja o futebol como um espetáculo, uma peça de teatro em que os jogadores, mais do que atores, vivem realmente o papel que lhes é designado em campo, para que no final o espectador consiga sair satisfeito, e uma partida de mata-mata, como a semifinal, pode ser marcada por atos, assim como uma peça de teatro.
No primeiro ato do El Clásico no Camp Nou começou com os primeiros cinco minutos intensos e
eletrizantes do Real Madrid mais forte pela esquerda com Vinicius Júnior mais
fixo por aquele lado e incomodando a marcação de Semedo, e com Benzema —
figura importante na construção de jogo merengue — saindo da referência para
explorar a entrelinha, abrindo espaço para as chegadas em velocidade dos
ponteiros no terço final do campo, foi desse modo que se construiu as
principais tramas ofensivas do time visitante no decorrer da partida, e foi nesse
panorama que Vinicius Junior — cada vez mais aprimorando o seu passe e mais a vontade no time titular —
encontrou Benzema infiltrando na esquerda e escorando para Lucas Vázquez colocar
o Real Madrid em vantagem.
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| Benzema sai da referência e abre espaço para a infiltração dos demais jogadores do Real Madrid na área. |
Durante o primeiro tempo houve superioridade
merengue em campo, uma vez que o Barcelona sentiu a ausência de um jogador que
explorasse as entrelinhas — o espaço entre as linhas defensivas do oponente —
para conseguir trabalhar a bola da forma como gosta, e com seu meio de campo
bem encaixotado pela marcação adversária, que também avançava suas linhas para
minar a saída limpa pelo chão para forçar o time catalão a jogar mais pelos
flancos e com passes mais verticais para tentar furar as linhas adversárias,
principalmente com Malcom mais agudo pela direita. No passe vertical de Lenglet
desenhou-se a jogada do gol que premiou Malcom, não por acaso o jogador mais
efetivo do Barcelona enquanto esteve em campo, diferentemente do outro brasileiro, Philippe Coutinho, pouco intenso com e sem a bola, participando pouco das jogadas do Barcelona.
Para buscar a vitória, Ernesto Valverde promoveu a entrada de Vidal — para dar mais vitalidade e chegada ao meio de campo —, abriu Malcom (que mais tarde, extenuada, deu lugar ao jovem Carles Aleñá) pela esquerda e desmontou o 4-3-3 para formatar a equipe em duas linhas de quatro, desenho tático mais do que usual nessa temporada, para acomodar e dar liberdade ao melhor jogador da equipe. Com Lionel Messi em campo o Barcelona obteve um maior aproveitamento das entrelinhas, e com o natural recuo merengue — que reforçou o meio de campo com Casemiro e deu fôlego novo a transição com Bale e Asensio no lugar dos ponteiros — e teve ligeira superioridade no segundo tempo, trabalhando mais a bola da forma como a equipe está acostumada, contudo, o Real Madrid contava com um sistema defensivo muito bem posicionado, que contava com Varane impecável em suas obrigações defensivas. O time catalão conseguiu levar perigo a meta de Keylor Navas, mas não conseguiu ser contundente em suas principais chances de gol, a maioria destas que nasciam dos pés de Messi, que tinha a liberdade de se movimentar pelo campo inteiro, e com a bola no pé atrair a marcação adversária e arrancar em velocidade para criar chances de gol, em suma, ser decisivo para sua equipe. Faltou ser efetivo nas chances de gol, assim como o Real Madrid, que ao retomar a bola era letal em sua transição ofensiva e também não aproveitou as oportunidades que teve.
O primeiro ato do El Clássico na semifinal da Copa do Rei foi um grande jogo e terminou empatado deixando um gosto de que o segundo ato será uma partida muito melhor, resta saber quem "atuará" melhor nesse espetáculo. O Real Madrid intenso e veloz pelos lados ou o Barcelona com Messi em seu melhor estado para desequilibrar o jogo?
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| Barcelona postado em duas linhas de quatro para dar maior liberdade a Lionel Messi. |




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